Meu peito te chama,
bate, grita!
Ecoa e volta,
sem resposta, sem sentir.
Não respiro, suspiro
e continuo com dor.
Está entalado, trancado
cadeado enferrujado.
Por que é tão difícil encontrar a chave
que nos impede de prosseguir?
Por que eu te dou minha vida e só te vejo fugir?
Por que traz-me a dor ao invés do calor?
Bate as assas e leva contigo seu colorido.
Deixa-me, calar, sem mais sentido.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Desregular
Cinza como o concreto que cerca meus olhos
Vago
Sem foco nem ângulo
Temporal sem água
Sociedade grite por mim!
O amanhã desconhecido
A melodia esquecida
Vazio
De (in)certezas
Sigo
Vago
Sem foco nem ângulo
Temporal sem água
Sociedade grite por mim!
O amanhã desconhecido
A melodia esquecida
Vazio
De (in)certezas
Sigo
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Imperceptível
Sobre passos longos escuto
Escuto o som dos carros, da fumaça, do caminhão
Percebo o olhar brabo, de um dia cansado, de um amanhã ainda mais difícil
Nesse traços, calo, pois me resta ver
Se andar já não é o bastante
Eu corro, porque tudo passa de repente
Se foi
Já foi?
Escuto o som dos carros, da fumaça, do caminhão
Percebo o olhar brabo, de um dia cansado, de um amanhã ainda mais difícil
Nesse traços, calo, pois me resta ver
Se andar já não é o bastante
Eu corro, porque tudo passa de repente
Se foi
Já foi?
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Quem vence(?)
Perdi palavras, frases e pontos.
Tudo esvairou-se no caminho para casa.
Quanto mais tentava abrir meus olhos
mais difícil era enxergar a clareza no mundo.
Não sinto amor nem compaixão por parte deles.
Tudo podia estar diferente, mas não me ensinaram a ser.
No escopo da fala a culpa é minha, e assim sempre será.
No ápice da vida não apresentaram as regras, tão menos o jogo.
Guardo a última peça lá no fundo, espero que ainda não seja tarde.
Tudo esvairou-se no caminho para casa.
Quanto mais tentava abrir meus olhos
mais difícil era enxergar a clareza no mundo.
Não sinto amor nem compaixão por parte deles.
Tudo podia estar diferente, mas não me ensinaram a ser.
No escopo da fala a culpa é minha, e assim sempre será.
No ápice da vida não apresentaram as regras, tão menos o jogo.
Guardo a última peça lá no fundo, espero que ainda não seja tarde.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Entre rios
Ares leves atravessam meu corpo,
levam-me, refrescam-me,
se vão para não mais voltar.
Água que passa,
sem lavar, sem diluir,
apenas leva o peso
e deixa sua pureza.
O céu opaco, antes brilhava
Os olhos claros, antes escuros
O dia dia, antes noite
Tão simples como um bebê engatinhar
Quanto quebrar uma taça
Quando ser hoje
Tudo foi ontem
Será o amanhã
Mas ainda é agora.
levam-me, refrescam-me,
se vão para não mais voltar.
Água que passa,
sem lavar, sem diluir,
apenas leva o peso
e deixa sua pureza.
O céu opaco, antes brilhava
Os olhos claros, antes escuros
O dia dia, antes noite
Tão simples como um bebê engatinhar
Quanto quebrar uma taça
Quando ser hoje
Tudo foi ontem
Será o amanhã
Mas ainda é agora.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Água benta
Vai como se nunca tivesse passado; o passado nos deixa apenas a pensar e lembrar e nada mais se pode fazer se não calar.
Um segundo atrás queria voltar, mas o tempo não permite; e tudo me rodeia como um carrossel atingindo sua maior velocidade.
Está vazia a xícara, a sala, o quarto.
O que restou presente foi a poeira que agora encobre a mesa.
As notas daqueles dias tocam a minha cabeça, transportando-me de volta para aquele instante tão claro; não aceito que ele não volte, não entendo, não quero.
Teimosia que invade esta pessoa agora e sempre, mostrando-me que existem dias inevitáveis.
O conjunto de tempo vem e vem e vem, e lá estamos eu e vocês, eu e eles, eu e eu.
Nada se pode fazer.
Espero que as águas consigam ao menos purificar a vida.
Um segundo atrás queria voltar, mas o tempo não permite; e tudo me rodeia como um carrossel atingindo sua maior velocidade.
Está vazia a xícara, a sala, o quarto.
O que restou presente foi a poeira que agora encobre a mesa.
As notas daqueles dias tocam a minha cabeça, transportando-me de volta para aquele instante tão claro; não aceito que ele não volte, não entendo, não quero.
Teimosia que invade esta pessoa agora e sempre, mostrando-me que existem dias inevitáveis.
O conjunto de tempo vem e vem e vem, e lá estamos eu e vocês, eu e eles, eu e eu.
Nada se pode fazer.
Espero que as águas consigam ao menos purificar a vida.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Constante
Faltou a luz.
Meu tempo, antes acelerado, girou e agora passa vagamente pelos meus braços.
Não vejo; mas quero ver!
Procuro; sem saber pelo o quê!
Venha ao meu encontro, paz que abrange os bosques;
Em tardes ensolaradas, meus olhos passam por páginas marcadas, alvas, sem almas.
Quero avistar você, imagem serena;
Não sei se existe, nem quero ter certeza;
Se a visse, seria uma completa surpresa;
Como não a vejo, ainda és uma mera estrela.
Brilha e vá,
por traz das nuvens encontrarás.
Não sei ao certo quanto tempo faz,
nem sei se o tempo é o tempo que há.
O escuro vejo,
vejo, não vejo.
Veio-te ao meu encontro,
adormeço em belos sonhos.
Meu tempo, antes acelerado, girou e agora passa vagamente pelos meus braços.
Não vejo; mas quero ver!
Procuro; sem saber pelo o quê!
Venha ao meu encontro, paz que abrange os bosques;
Em tardes ensolaradas, meus olhos passam por páginas marcadas, alvas, sem almas.
Quero avistar você, imagem serena;
Não sei se existe, nem quero ter certeza;
Se a visse, seria uma completa surpresa;
Como não a vejo, ainda és uma mera estrela.
Brilha e vá,
por traz das nuvens encontrarás.
Não sei ao certo quanto tempo faz,
nem sei se o tempo é o tempo que há.
O escuro vejo,
vejo, não vejo.
Veio-te ao meu encontro,
adormeço em belos sonhos.
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